sexta-feira, 26 de junho de 2009

Rádio: o começo

Muito antes da televisão, o rádio já havia tido uma enorme difusão em todos os meios sociais, e isso permanece: não há quem nunca tenha ouvido uma rádio, seja para se divertir ou se informar. A maior prova disto é a enorme quantidade de emissoras de rádio, que atendem a todos os gostos e necessidades de informação e comunicação.

Tudo começou quando James Maxwell demonstrou teoricamente a provável existência das ondas eletromagnéticas. James era professor de física experimental e a partir desta revelação outros pesquisadores se interessaram pelo assunto. Entre eles, o alemão Henrich Hertz. O princípio da propagação radiofônica aconteceu realmente em 1887, através de Hertz.

Henrich Hertz, realizou diversas experiências práticas, que foram base para a descoberta da radiotelegrafia e a radiotelefonia. Com o avanço da eletricidade, no século XIX, e da necessidade de comunicação à distância, surgiram aparelhos como o telégrafo e o telefone. A partir de então, o que conhecemos hoje como rádio começou a surgir.

Outro nome significativo na origem e criação do rádio, é o padre Roberto Landell de Moura (foto), gaúcho de Porto Alegre. Ele foi pioneiro do Radioamadorismo no Brasil e na transmissão de voz, utilizando equipamentos de rádio de sua criação. Landell transmitiu a voz humana por meio de dois veículos: o primeiro, um transmissor de ondas que utilizava um microfone eletromecânico de sua invenção; o segundo meio utilizado pelo cientista foi através do aparelho de telefone sem fio, que utilizava a luz como uma onda portadora da informação de áudio.
Padre Landell sempre foi reconhecido pela persistência. Arthur Dias, em seu livro "Brasil Atual", faz referência a Landell de Moura, descrevendo, entre outras coisas, o seguinte: “Logo que chegou a São Paulo, em 1893, começou a fazer experiências preliminares, no intuito de conseguir o seu intento de transmitir a voz humana a uma distância de 8, 10 ou 12 km, sem necessidade de fios metálicos.”
Padre Landell realizou experiências em Campinas, no interior paulista e também na capital. O jornal O Estado de São Paulo noticiou que, em 1899, ele transmitiu a voz humana a partir do Colégio das Irmãs de São José. Em 10 de junho de 1900, o Jornal do Comércio divulga sua experiência:
“No domingo próximo passado, no alto de Santana, na cidade de São Paulo, o padre Landell de Moura fez uma experiência particular com vários aparelhos de sua invenção. No intuito de demonstrar algumas leis por ele descobertas no estudo da propagação do som, da luz e da eletricidade através do espaço, as quais foram coroadas de brilhante êxito. Assistiram a esta prova, entre outras pessoas, Percy Charles Parmenter Lupton, representante do governo britânico, e sua família.”
Mesmo com o sucesso de seu evento, foi Guglielmo Marconi, italiano de Bolonha, quem consolidou a comunicação sem fio. Marconi conseguiu patentear sua invenção, com transmissões distâncias maiores.
Historicamente, Marconi é considerado o pai da Radiodifusão e inventor do primeiro transmissor de ondas eletromagnéticas. Contudo, registros da imprensa da época,dão o crédito desta invenção ao padre Roberto Landell de Moura que, um ano antes de Marconi, realizava a primeiras experiências radiofônicas da História. Patentes a parte, em 1898, Marconi já havia desenvolvido transmissores e receptores de longo alcance. E em 1901, já dispunha de recursos técnicos e financeiros para a experiência decisiva: uma transmissão transatlântica. Landell conseguiu patentear suas invenções somente em 1901, no Brasil, e em 1904, nos Estados Unidos.
A ascensão de Marconi e as descobertos de padre Landell deram início a uma revolução mundial no campo das comunicações: começava a era da radiodifusão.
Os primeiros experimentos radiofônicos deram realmente certo?
Sem dúvida. As anotações deixadas por Landell de Moura, foram alvo de minucioso estudo realizado pelo Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da TELEBRAS (que leva o nome do Padre Landell de Moura), e suas teorias válidas.
Em 07 de setembro de 1984, em Porto Alegre, após um de reconstrução foi feita uma demonstração pública utilizando-se um rádio montado com os mesmos materiais usados à época por Landell de Moura. E algumas palavras foram pronunciadas pelo então Governador Jair Soares.
O rádio encontra-se na Fundação Educacional Padre Landell de Moura -FEPLAN - em Porto Alegre. Os originais das anotações estão no Museu Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul.
Na imagem acima, o transmissor de ondas, primeiro invento de Landell de Moura.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

O Rádio e o Jornalismo

Os meios de comunicação são muito importantes para todos nós. Podem interferir e influenciar a nossa mentalidade e, também, o nosso comportamento. Entre estes meios de comunicação, um dos mais antigos e importantes é o rádio. Como dizia Alfredo Bossi em sua obra Dialética da Colonização, de 1991, “o homem de rua liga o seu rádio de pilha e ouve a música popular norte-americana. A empregada liga o seu radinho e ouve o programa policial. As crianças ligam a televisão e assistem aos filmes de bangue-bangue.”
Pela citação de Bossi, podemos entender o quanto os meios midipaticos são popularers. O rádio é um dos mais populares.

Começarei uma série de postagens a respeito do Rádio e o Jornalismo.

- A história do Rádio no Brasil e no mundo
- As principais características do radiojornalismo
- A relação do rádio com as novas tecnologias
- A relação: Narração Esportiva e Jornalismo
- E uma entrevista com Wander Thomaz, coordenador da Rádio Globo Cultura de Uberlândia e narrador oficial dos jogos do Uberlândia Esporte Clube.

Não percam. É a partir de amanhã.

Projeto de lei quer "cortar" conexão de quem faz download ilegal

No início deste mês, o deputado Geraldo Tenuta Filho (DEM/SP)—conhecido como Bispo Gê Tenuta— apresentou um projeto de lei que pretende punir quem faz download e compartilha conteúdo protegido por direito autoral de forma ilegal na internet.
Se aprovado, os provedores de acesso serão obrigados a identificar os infratores e, na primeira ocorrência, notificar o usuário por e-mail.

Caso aconteça de novo, a mesma atitude deverá ser tomada, dessa vez sinalizando a ocorrência de um crime. A partir daí, o acesso seria suspenso de três a seis meses. Em uma sexta violação, o serviço é cancelado.

Ainda de acordo com o documento, o usuário não será isento da cobrança do serviço durante o período em que a conexão estiver interrompida.
O projeto de lei é inspirado em uma decisão da Assembleia Nacional da França com os mesmos objetivos, que aconteceu em maio passado. No entanto, menos de um mês depois, a medida foi suspensa pela corte francesa —justificando que ela violava, entre outros, o direito do livre discurso.

Por aqui, o projeto de lei também corre o risco de nem sair do papel pelos mesmos motivos que a medida francesa —fere uma série de direitos, principalmente o do consumidor.

"Sabemos que serão apontadas inconstitucionalidades no projeto", reconhece o deputado. "Mas acreditamos que será, pelo menos, uma maneira de começarmos a discutir novas maneiras de ver o direito autoral na internet", completa. Por enquanto, nenhum deputado manisfestou interesse em apoiar o projeto de lei.

Fonte: UOL Notícias
Se depender do Coordenador da Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, José Vaz, o projeto parte de uma perspectiva meramente repressiva, que fere os direitos individuais e a neutralidade da tecnologia. "Vemos que a sociedade encara o direito autoral de uma maneira que vai totalmente na contramão dessa ideia."
Para ele, as discussões devem se focar na mudança das práticas sociais, no modelo de negócios e na maneira como as gravadoras encaram a internet. "Não podemos negar que existe um problema em relação ao direito autoral. No entanto, é nítido também que a indústria musical está pagando o preço pela sua inércia", completa.
Na última sexta-feira, uma americana foi condenada a pagar quase US$ 2 milhões pelo download ilegal de 24 músicas, no único caso que terminou em julgamento nos EUA —outras 29.999 denúncias já foram apresentadas pela Associação da Indústria de Gravação dos EUA contra pessoas acusadas de baixarem conteúdo ilegal.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Projetos políticos no mínimo diferentes

Proposições excêntricas de deputados e senadores fazem o anedotário dos parlamentos de todos os países. No Brasil, há coisas tão extraordinárias como o projeto de um ex-deputado gaúcho que desejava “fazer justiça aos perus”, denominando também de presunto as coxas e sobrecoxas dessas aves porque sua carne era tão saudável quanto à do porco e portanto merecia o mesmo status. Para não ficar atrás, um deputado paulista propôs a criação do Dia da Refrigeração, argumento que seria de justiça “reconhecer a inegável importância do ar-condicionado e o papel da refrigeração como elemento chave do progresso e desenvolvimento da humanidade". Já imaginou...?
Fonte: Portal Terra

Lei ainda regulamenta profissões antigas

Desejando reduzir as 12.666 leis municipais em vigor na cidade de São Paulo, os vereadores descobriram que ainda vigora uma legislação de 1927, regulamentando as profissões de motorneiro de bonde e de cocheiro de carruagens, ambas já extintas. Daqui a 70 anos, muitas profissões atuais terão o mesmo destino.
Fonte: Portal Terra

terça-feira, 23 de junho de 2009

Jornalista sim! Com muito orgulho!

Acompanhe a opinião de Patrícia Regina Schuster, jornalista e mestranda em Desenvolvimento Regional, a respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal de considerar desnecessário o uso do diploma para o exercício do jornalismo. Leia.


Jornalista sim! Com muito orgulho!

"Concordo com todos aqueles que defendem que a prática jornalística está diretamente relacionada à liberdade de expressão e que a divulgação das informações pelos veículos deva acontecer em plena consonância com essa premissa. Também rendo-me àquelas opiniões que advogam por alguns profissionais que atuam há muitos anos no mercado e fazem um trabalho brilhante. Contudo, foi um verdadeiro absurdo o que aqueles “nobres” senhores do Supremo Tribunal Federal (STF) fizeram – muito mais que isso: disseram – a respeito da profissão diplomada do jornalismo. Eles decidiram pela não obrigatoriedade do diploma universitário para o exercício da profissão. Os argumentos apresentados são todos refutáveis. Alegaram uma espécie de cerceamento à liberdade de expressão. Ora, basta acessarmos a internet que veremos sites com as mais diversas posições de todos os segmentos da sociedade. A imprensa nunca foi tão livre quanto agora. A exigência do diploma, portanto, nada tem a ver com este aspecto. Outro fator apresentado é de que muitos profissionais – mesmo com o famoso canudo em mãos – faltam com os princípios de ética, moral e atuam de forma espúria. Convenhamos, quando foi que a academia garantiu que algum profissional – fosse ele médico, advogado, dentista ou mesmo ministro da República – seguisse preceitos como esses? Trata-se de uma postura individual e, embora os cursos universitários “ensinem” os códigos de ética – nós, do Jornalismo, temos uma disciplina chamada Ética e Legislação –, a escolha por respeitá-los ou não parte de concepções ímpares. Mas, na verdade, não é essa a principal lição que a passagem pelos bancos acadêmicos tem a deixar. Muito menos é “instruir” como se escreve um lead ou “apertar os botões” em uma ilha de edição. É função de qualquer curso de graduação oferecer ao aluno uma formação teórica. Ajudá-lo a desenvolver seu pensamento crítico, ensiná-lo a realizar pesquisas, enfim... Se os jornalistas não precisam aprender isso, pergunto: outros profissionais também não? O jornalismo contemporâneo exige que o jornalista seja cada vez menos técnico e cada vez mais analista político e social. A consolidação de tecnologias multimídias e a própria democracia fizeram do jornalismo o espaço público por excelência. Assim, profissionais capazes de interpretar os conflitos gerados nesse contexto e de lidar com a multiplicidade de fontes (cujos interesses são os mais diversos imagináveis) são formados pelas universidades e não através de outro tipo de relações, como as clientelistas, para mencionar um exemplo. Infelizmente, nós que passamos pelas universidades deste País que oferecem o curso de Jornalismo, perdemos essa batalha. Aliás, não poderíamos esperar nada diferente de um governo que deixa a educação em último (quase isso) plano. É lamentável, mas vivemos num País que não respeita aqueles que se formaram, de forma honesta e séria (em grande parte das vezes). Não bastasse o fato “deles” terem menosprezado aquilo que para alguns de nós significou renúncia, esforço descomunal, como foi o meu caso que estudei nove anos e meio para me formar, fomos igualados a cozinheiros. Admiro essa profissão e, na minha opinião, muitos dos que a exercem são “n” vezes melhores que muitos “doutores” da lei. E, por que não? Jornalistas, até. O que resta para os formados é se organizar mais e – na pior das hipóteses – esperar que os veículos e organizações tenham sensibilidade e consideração por aqueles que, como disse, empenharam anos de suas vidas e, sobretudo, dedicação pela existência de um jornalismo cidadão, ancorado em interesses que são verdadeiramente públicos."

Patrícia Regina Schuster

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Frio e feriado fazem gripe suína disparar, dizem médicos

Uma combinação de baixas temperaturas com a volta do feriado de Corpus Christi e a disseminação do vírus A (H1N1) no Chile e na Argentina pode estar por trás do grande número de novos casos de gripe suína registrados no Brasil no fim de semana.

O infectologista Caio Rosenthal, do Emílio Ribas, afirma que a chegada do inverno no Hemisfério Sul deve favorecer o aparecimento de novos casos de gripe suína. "Todo tipo de gripe se torna mais prevalente nessa época do ano, e com o A(H1N1) não é diferente", disse. "Como as pessoas não têm anticorpos para esse vírus, quem tiver contato com alguém infectado vai pegar."
Segundo o Ministério da Saúde, o total de casos confirmados no País saltou para 215, sendo 39% deles registrados só nos últimos dois dias. A maior parte dos casos no Brasil divulgados ontem está em São Paulo (15). Em seguida vêm os Estados de Minas Gerais (4), Rio (4), Rio Grande do Sul (4), Santa Catarina (3), Alagoas (1), Distrito Federal (1), Espírito Santo (1), Mato Grosso (1) e Paraná (1). Entre os países do Hemisfério Sul, o Chile já tem 3.125 casos de gripe suína e a Argentina, 918.

Para o infectologista Celso Granato, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a alta quantidade de novos casos indica ainda que já pode estar ocorrendo um aumento de transmissões autóctones - o que significa que os pacientes contraíram o vírus dentro do País. Segundo o boletim divulgado pelo ministério, todos os pacientes passam bem. Os detalhes sobre o tipo de transmissão do vírus - se foi contraído dentro ou fora do País - só devem ser divulgados a partir de hoje pelo ministério. "Não me parece que haja tantos casos de pessoas que estavam viajando. Ainda não estamos no período de férias". Até sexta-feira, o ministério contabilizava 23 casos autóctones.

"A preocupação maior está em acompanhar o comportamento do vírus, se há modificações genéticas que resultem em uma doença mais agressiva, que pode atacar pessoas mais vulneráveis, como crianças, idosos e grávidas", afirma Granato. Segundo o infectologista e diretor do Instituto Emílio Ribas, David Uip, o aumento no número de casos já era esperado. "Como estamos no início do inverno e voltando do feriado de Corpus Christi, em que muitas pessoas viajaram para a Argentina, acreditávamos que isso pudesse acontecer", disse.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.