sexta-feira, 30 de julho de 2010

Não ter amigos é tão perigoso como fumar ou consumir álcool em excesso

O isolamento é ruim para a saúde
Do UOL
Foto: Divulgação

Não ter amigos pode ser tão perigoso para a saúde como fumar ou consumir álcool em excesso, diz um estudo de cientistas americanos publicado hoje no site da revista "PLoS Medicine".

Os especialistas asseguram que o isolamento é ruim para a saúde e, no entanto, esta é uma tendência cada vez maior em um mundo industrializado no qual "a quantidade e a
qualidade das relações sociais estão diminuindo enormemente".

Estudos prévios demonstraram que as pessoas com menos relações sociais morrem antes daqueles que se relacionam mais com amigos, conhecidos e parentes.

Por isso, preocupados com o aumento de pessoas que se relacionam menos com as outras, os cientistas analisaram como um isolamento excessivo pode afetar a saúde.
Para isso, os pesquisadores recorreram a 148 estudos prévios com dados sobre a mortalidade de indivíduos em função de suas relações sociais.

Após analisar os dados de 308.849 indivíduos acompanhados durante uma média de 7,5 anos, os cientistas descobriram que as pessoas com mais relações sociais têm 50% mais chances de sobrevivência do que quem se relaciona menos com outras pessoas.

Segundo os especialistas da Universidade Brigham Young, do estado do Utah, e do Departamento de Epidemiologia da Universidade da Carolina do Norte que participaram do estudo, a importância de ter uma boa rede de amigos e boas relações familiares "é comparável a deixar de fumar e supera muitos fatores de risco como a obesidade e a inatividade física".

Estes resultados também revelam que, analisando a idade, o sexo ou a condição de saúde do indivíduo, a integração social pode ser outro fator levado em conta na hora de avaliar o risco de morte do indivíduo."A medicina contemporânea poderia se beneficiar do reconhecimento de que as relações sociais influem nos resultados de saúde dos adultos", apontam os responsáveis pelo estudo, para quem médicos e educadores poderiam advertir sobre a importância da relações sociais da mesma forma que defendem o antitabagismo, uma dieta saudável e a realização de exercícios.

Veja as principais manchetes do dia

Folha de São Paulo - São Paulo
"Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais"

O Estado de São Paulo - São Paulo
"Justiça parcela a devolução da grana na troca da aposentadoria"

O Globo - Rio de Janeiro
"Uribe ataca Lula e posição do Brasil sobre as Farc "

Jornal do Brasil - Rio de Janeiro
"Uma tonelada de lixo por dia"

Hoje em Dia - Belo Horizonte
"Hélio Costa lidera pesquisa com 39% das intenções de voto"

Estado de Minas - Belo Horizonte
"Motoristas escapam de 100 mil multas em BH"

Correio de Uberlândia - Uberlândia
"Escassez de imóveis faz os aluguéis encarecerem"

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Brasil pode integrar pesquisa do acelerador de partículas

Cerca de cem brasileiros participam de projetos relacionados com o acelerador


O Centro Europeu para a Pesquisa Nuclear (Cern) e o Brasil iniciaram oficialmente as negociações para que o País passe a fazer parte da entidade. A meta é a adesão já em 2011. Ontem, a cúpula da maior instituição de pesquisa do mundo teve seu primeiro contato com o grupo de especialistas brasileiros que vai liderar o processo. A adesão deve custar anualmente US$ 10 milhões (cerca de R$ 17,6 milhões) ao País.

O Cern esteve envolvido na criação da internet e atualmente desenvolve o que está sendo considerado o maior experimento de física da humanidade, com o acelerador de partículas LHC. O objetivo da experiência é repetir as condições do universo após sua criação, há 14 milhões de anos.

Ontem, em uma conversa telefônica entre o diretor de Relações Internacionais do Cern, John Ellis, e o chefe do grupo de trabalho criado pelo governo para negociar a adesão, o pesquisador Ronald Cintra Schellard, ficou estabelecido que o Brasil será convidado para uma missão em setembro, em Genebra, para negociar os termos da adesão. O Cern estima que a candidatura brasileira deva ser alvo de uma votação em meados de 2011. Países como Índia e outros emergentes também buscam a adesão.

Cerca de cem brasileiros participam de projetos relacionados com o acelerador, mas de forma externa. São pagos, em sua maioria, por centros de pesquisa das principais universidades do País ou contratados por centros estrangeiros. O Brasil também fornece alguns equipamentos do LHC, como um chip com a capacidade de absorver a irradiação gerada pelos choques de partículas. Cientistas brasileiros ainda poderão acompanhar a coleta de dados realizados a partir dos choques, pois parte dos computadores do Cern estão no Brasil.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Brasil é 5º país com maior número de internautas, diz pesquisa

Do UOL


O Brasil é o quinto país com o maior número de internautas do mundo, segundo um levantamento feito pelo site Royal Pingdom. De acordo com a pesquisa, -- divulgada nesta terça-feira (27) e que reúne informações dos países com o maior número de pessoas que acessam a rede -- no país há 72 milhões de usuários de internet.

Os primeiros lugares são ocupados por China (420 milhões), Estados Unidos (234,4 milhões), Japão (99,1 milhões) e Índia (81 milhões).
Baseado nos dados do Internet World Stats – site que reúne informações relacionadas à internet –, a pesquisa ainda informa que há 1,8 bilhão de usuários da internet no mundo, ou seja, um pouco mais de um sexto da população da Terra. Porém, 1,6 bilhão de usuários estão concentrados nos dez países com o maior número de usuários, o que mostra certa desigualdade no acesso à rede.

O levantamento foi baseado apenas em números absolutos. No entanto, os países com maior penetração na rede, ou seja, porcentagem da população que acessa a internet são Reino Unido (82,5%), Coreia do Sul (81,8%), Alemanha (79,1%), Japão (78,2%) e Estados Unidos (76,3%).

Usuários da internet x PopulaçãoPara mostrar como o acesso à rede, mesmo em países populosos, é relativo, a pesquisa comparou a quantidade de usuários da internet com o número de habitantes do país. No Brasil, por exemplo, dos 198,7 milhões de habitantes, 72 milhões são internautas – quase um terço dos brasileiros acessa a rede.

A pesquisa do site Royal Pingdom aponta um grande potencial de crescimento em países em desenvolvimento como Índia, China, Brasil, Vietnã, Filipinas e Rússia. “À medida que a penetração da internet nesses países crescerem, haverá uma mudança no ponto de equilíbrio da rede”. A tendência é que a ordem dos países com o maior número de internautas seja bastante diferente da que se tem hoje nos próximos dez anos.

Termos tecnológicos são incorporados e incrementam a língua portuguesa

Da Redação Yahoo!
Foto: Divulgação


Cada mudança tecnológica apresenta novas palavras, abreviaturas e siglas. Termos que são criados para produtos e ideias que não existiam são importados junto das novidades e entram no vocabulário de quem lida diretamente com a área. Aos poucos, essas novas palavras são incorporadas ao português e vão se popularizando até passarem a fazer parte dos diálogos de quem não tem vínculo direto com os assuntos da tecnologia.

O léxico, explica Maria Cristina Altman, coordenadora do Centro de Documentação em Historiografia Linguística da Universidade de São Paulo (USP), é a parte da língua que primeiro e mais visivelmente acompanha as mudanças do mundo.

Se, agora, é do inglês a origem da maior parte das novas palavras, esse privilégio já foi do italiano no século 15, do tupi no século 16 (graças aos nomes de muitas plantas e animais) e das línguas europeias no século 19 - principalmente do francês, responsável direto por aproximadamente 60% do nosso atual vocabulário, de acordo com Mario Eduardo Viaro, coordenador do grupo de pesquisa Morfologia Histórica do Português na USP.

Quem já frequentou um restaurante ou comprou um abajur há de concordar com isso.
O trânsito de palavras entre línguas é um processo constante, natural e inevitável. Na opinião de Viaro, esse fluxo não é uma ameaça ao português. "As palavras não têm dono. O acúmulo de estrangeirismos se deve ao maior contato que temos hoje entre os povos."

Mas o que determina a forma como uma palavra será incorporada ao vocabulário? Usaremos o termo tal como veio do inglês - como em cheddar e brownie? Vamos aportuguesá-lo - como caubói e bangue-bangue? Ou o substituiremos por um equivalente em português - chuveiro, tradução livre de shower? Não dá para saber, diz Maria Cristina. É o uso cotidiano da língua que vai determinar.

A linguista explica que a utilização de determinada palavra em propagandas, espetáculos de entretenimento ou por grandes personalidades da mídia e da academia podem contribuir e muito para o sucesso do termo, mas isso também não é uma garantia.

Como se diz?

A única regra obrigatória é a adaptação da pronúncia. A primeira coisa que fazemos com uma palavra recém chegada é colocá-la dentro do nosso sistema fonético. Ou você já ouviu alguém falar hambúrguer começando com som de r e torcendo a língua no final, como manda o inglês? Se ouviu, com certeza achou estranho.

Uma vez adaptada e integrada ao português, toda palavra estrangeira passa a funcionar como qualquer outra da nossa língua. "Aí a vida é livre", diz Maria Cristina. Podemos fazer com ela o que quisermos: colocar sufixos, criar um aumentativo, diminutivo, transformar em adjetivo. Surf chegou como "sârf" e hoje já é surfe mesmo. Daí, criamos o surfar, o surfista e a surfistinha. O delete já virou deletar e daí para o deletador aparecer é só alguém sair deletando por aí - fazendo a palavra se tornar necessária. Algumas palavras se cristalizam de tal forma que perdem totalmente o vínculo com sua motivação original. Disk-pizza é um ótimo exemplo: ninguém mais disca nada para acionar o delivery.

Os dois pesquisadores concordam que não é necessário temer o empobrecimento do português ou a perda de identidade nacional. A língua é um processo dinâmico e muda com o mundo. Precisa mudar. Adota-se uma palavra estrangeira toda vez que não existe uma em nosso idioma pátrio que expresse determinada ideia tão bem. Foi assim com football, que aportuguesado ficou futebol e não ludopédio, como linguistas defensores da pureza do português já propuseram em uma das várias tentativas frustradas de domar o que é naturalmente falado por nós.

E por que não existir mais de uma palavra para falar de uma única coisa? Se você baixa um arquivo, eu posso querer fazer um download. Ele me manda um e-mail e eu recebo um correio eletrônico. O governo tem um sítio, o jornal tem site. É um processo natural e imprevisível. Não importa que esteja escrito hot dog no cardápio (ou menu, vai do gosto do freguês). O que se pede é sempre um bom "róti dógui".

Como explica Viaro, "adotamos expressividade do estrangeirismo mais do que a palavra. Nem tudo é necessidade. É preciso também poesia".

domingo, 25 de julho de 2010

Veja as manchetes dos principais jornais e revistas neste domingo

Folha de S.Paulo - São Paulo
"PAC da Segurança tem efeito nulo sobre homicídios"

O Estado de S.Paulo - São Paulo
"Lobão montou esquema para reabrir e explorar Serra Pelada"

Jornal do Brasil - Rio de Janeiro
"Palanque nos tribunais"

O Globo - Rio de Janeiro
"Compra de voto ainda é o que mais cassa políticos no Brasil"

Estado de Minas - Belo Horizonte
"País corre risco de ficar sem calçado e sem roupa"

Correio de Uberlândia - Uberlândia
"Uberlândia: crescimento do eleitorado superou a média do Brasil"

Veja
"Perdão"

Época
"Viva melhor com menos sal"

IstoÉ
"A tática do medo"

Carta Capital

"Censura: um fantasma apenas"

sábado, 24 de julho de 2010

Tratador dá mamadeira para tigres e deixa animais lamberem sua cabeça

Tigres siberianos mais parecem felinos inofensivos.
Animais vivem em reserva perto de Joanesburgo, na África do Sul.


Do G1

Conhecido como "homem tigre", John Wagenaar, de 35 anos, chega a dar mamadeira para dois tigres siberianos em uma reserva perto de Joanesburgo, na África do Sul. Os animais chegam a lamber a cabeça e se apoiar nos braços de Wagenaar. Quando estão com o tratador, os tigres siberianos de mais de 200 quilos mais parecem felinos inofensivos.

Tigre lambe a cabeça de John Wagenaar. (Foto: Matthew Tabaccos/Barcroft Media/Getty Images)


John Wagenaar dá mamadeira para dois tigres siberianos. (Foto: Matthew Tabaccos/Barcroft Media/Getty Images)